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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Carta aos meninos

Quando estava grávida, assisti a um filme cuja história era a de uma garçonete que tinha um casamento horroroso e uma gravidez indesejada. Era uma mãe muito triste, que narrava o filme por meio de cartas escritas ao seu futuro e bebê. Uma incongruência do filme, pois se ela não o desejava, não pensava em como seria seu rostinho, se seria menino ou menina, como seria seu nome, seu futuro, porque toda narrativa se dava como se fosse dirigida ao filho. Bom, talvez se explique pelo final, quando a mãe, após o parto, vê o bebê e se apaixona por ele (na verdade, por ela). A menina lhe dá a coragem para fazer a virada na sua vida suburbana e infeliz. Ela manda o marido às favas, resolve ficar com a filha e tudo ganha cor em sua vida. Um tanto romântico e pouco verossímel, mas interessante especialmente pela ideia de escrever aos filhos.
Quanto eu estava grávida pensei em fazer um diário (em papel ou no computador) ou um blog ou escrever cartas mesmo. Mas não o fiz. Agora, quando amamento meu bebê, mil coisas passam pela minha cabeça, inclusive textos no formato de cartas a serem deixadas para ele e seu irmão mais velho (meu filho de seis anos). Só não posso escrever nesse momento. Pena, porque ali estou inspirada pelo ato da amamentação, que é mágico.
Enfim, todo esse tro-lo-ló é para dizer que vou tentar concretizar essas cartas aqui neste blog. Entre o dia em que o criei até hoje, pensei em vários formatos para as postagens e no que eu realmente queria ao tornar pública uma narrativa pessoal na web. Ainda não tenho resposta para a segunda questão, mas me parece, no momento, que escrever o que tenho vontade em textos hipoteticamente endereçados aos meus dois filhos seria interessante. Então vamos lá, comecemos a série Carta aos meninos.

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